Tratamento da acne

Numerosos estudos clínicos têm sido realizados no sentido de avaliar os diferentes tratamentos para a acne, mas há pouca evidência em termos de eficácia relativa. Também existe pouca informação disponível relativamente aos riscos do uso prolongado de agentes antimicrobianos tópicos ou orais, no que respeita à resistência aos antibióticos.

Não surpreende, por conseguinte, que os médicos de família se possam sentir inseguros quanto à melhor forma de actuaçào nas formas de acne leve a moderado. Todavia, é possível dar algumas orientacões com base nas evidências disponíveis, em particular, as obtidas numa ampla metanáIise, de 274 estudos sobre tratamento da acne, publicada em 2001. O programa de avaliação do NHS, Tecnologia em Saúde, irá publicar os resultados de um ensaio de larga escala, que compara os diferentes tratamentos para a acne e os seus efeitos na resistência antimicrobiana.

Na revisão referida, só 114 dos 250 tratamentos comparados atingiram o que se chama “evidência nível A” (pelo menos, dois ensaios de qualidade aceitável demonstrando evidência estatística para efeitos e desfechos clinicamente significativos). Esta evidência mostrou que certos tipos de tratamentos são eficazes, mas existem poucos estudos que demostrem que alguns tratamentos actuam melhor do que outros, ou que são mais acessíveis em termos de preço eficácia.

Tentei encontrar a evidência disponível para as diferentes opcões terapêuticas, reconhecendo que os procedimentos dependem da gravidade do problema, o seu impacto sobre o doente e a visão do doente sobre as diferentes opções. Não forneço informação sobre todas as precauções, contra-indicações e efeitos secundários dos vários tratamentos.

Os tratamentos disponíveis para o acne e modos de acção estão representados aqui. Os tratamentos tópicos incluem os comedolíticos, agentes antibacterianos e combinações destes. Os tratamentos sistémicos incluem agentes antibacterianos, hormonas anti-androgénicas e retinóides.