Diagnóstico da acne

O diagnóstico da acne vulgar é baseado principalmente no exame físico. Contudo, a idade do doente e a história são também importantes. Os doentes que vão à consulta do médico de família normalmente referem que já têm as lesões cutâneas há vários meses ou mesmo anos e geralmente já conhecem a eficácia variável elos produtos dermatológicos disponíveis no mercado como, por exemplo, dos compostos contendo peróxido de benzoílo.
É importante avaliar a gravidade da acne, particularmente o risco de desenvolvimento de cicatrizes. Vários métodos têm sido utilizados para definir a gravidade, como por exemplo, com base no número de lesões ou através de escalas. Estas têm sido amplamente usadas em ensaios clínicos, mas são de uso limitado na prática clínica.
A inspecção total da pele é fundamental, pois o tórax pode estar envolvido e os doentes nem sempre mencionam este facto.
As características que devem ser descritas quando avaliamos o acne incluem:

  1. Estão presentes os comedões? Se sim, qual a sua distribuição e qual a extensão das lesões?
  2. Estão presentes lesões inflamatórias? Se sim, qual distribuição, extensão e grau de gravidade em termos de volume e de sinais inflamatórios?
  3. Existe alguma evidência de nódulos e, ou cicatrizes de lesões prévias? Se sim, qual a distribuição destas lesões e sua extensão?

Com esta avaliacão é possível determinar a extensão e gravidade do acne (Quadro I). Fazer uma revisão dos registos do doente ou tirar fotografias pode também ajudar a avaliar a resposta ao tratamento.
Não existe geralmente dificuldade em distinguir a acne de outros problemas de pele. Por exemplo, a acne comedoniano tem aparência distinta, não observada em outras situações. Um médico não experiente pode confundir as lesões papulopustulares da acne (figura 2) com furúnculos, ou mesmo impetigo, contudo. a natureza e a extensão das lesões, juntamente com história, geralmente permitem o diagnóstico relativamente fácil de acne.